História da Microsoft–1975 e um insight sobre inovação

Olá pessoal,

Navegando sem muitas pretenções pela internet, encontrei esta sérire do Channel 9 que me chamou muito a atenção. Esta série se chama The Hisorty of Microsoft (A história da Microsoft) e tem como objetivo, apresentar uma sequência de vídeos que lhe oferece um raro vislumbre na história por trás da gigante do software.

Trinta e sete anos atrás, um garoto de dezenove anos e seu parceiro de negócios com vinte e dois anos de idade, venderam seu primeiro programa para uma pequena empresa de informática em Albuquerque, Novo México. O programa foi chamado de BASIC, e foi o começo desta empresa, chamada Microsoft.

1 De Janeiro de 1975

O MITS Altair 8800 aparece na capa da Popular Electronics. O artigo inspira Paul Allen e Bill Gates para desenvolver uma linguagem BASIC para o Altair.

1 De fevereiro de 1975

Bill Gates e Paul Allen concluem o Altair BASIC e vendem-no para o primeiro cliente da Microsoft, MITS de Albuquerque, Novo México. Este é o primeiro programa de computador para um computador pessoal da história.

1 De Março de 1975

Paul Allen se junta a MITS como diretor de software.

7 De abril de 1975

“Altair BASIC – Up e Running,” declara a manchete da primeira edição das notas de computador de MITS.

1 De julho de 1975

Bill Gates e Paul Allen lançam oficialmente a versão 2.0 do BASIC  nas edições de 4K e 8K.

22 De julho de 1975

Paul Allen e Bill Gates assinam um acordo de licenciamento com MITS sobre o interpretador Basic. O nome Microsoft não tinha ainda sido escolhido, e a Microsoft ainda não era uma parceria oficial.

29 De julho de 1975

Em uma carta a Paul Allen, Bill Gates usa o nome “Micro-soft” para se referir a sua parceria. Este é a mais antiga referência ao nome Microsoft registrada.

31 De Dezembro de 1975

O total de vendas de final de ano 1975 é igual a 16.005 dólares, conforme detalhado no formulário 1065 e.u.

Popular Electronics

Consegui encontrar o download das imagens da revista Popular Electonics de Janeiro de 1975, a revista que inspirou Bill Gates e Paul Allen.

Em 2011 e 2012, tive o privilégio de poder Visitar a Microsoft para participar do Microsoft MVP Summit e verificar de perto um pouco da história desta grande empresa. Abaixo, vocês podem conferir algumas fotos que tirei no centro de visitantes.

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Pode parecer uma coisa sem sentido, algo de alguém que está completamente sem ter o que fazer (sim, este é o meu caso hoje Alegre) mas, vendo este vídeo, tentei me transportar para 1975 abstraindo todo (muito pouco por sinal) e qualquer conhecimento que eu tenha sobre TI e computação em geral, para tentar imaginar ou quem sabe sentir, as dificuldades e problemas que a sociedade e empresas enfrentavam naquela época.

Por que motivos eu quis fazer isto? Há algum tempo, venho tendo algumas idéias e questionamentos sobre o mundo da computação. Uma coisa que anda me perturbando muito sobre o assunto inovação, é como inovar? Como descobrir algo que ainda não foi pensado ou que, pode resolver algum problema? Será que conhecendo um pouco mais da história da computação, podemos nos projetar melhor para o futuro? Não dizem que, quanto mais se conhece do passado, você não comete os mesmos erros no presente ou futuro?

Me lembro de um MVP Open Day realizado na Microsoft São Paulo, onde estava conversando com um grande profissional e colega de MVP, Elemar Júnior, sobre um projeto (que até hoje não saiu do papel) que tenho, que consiste em  reviver alguns assuntos da ciência da computação, com o intuito de sair da inêrcia do dia a dia e pensar mais a respeito de como podemos evoluir ou mesmo, criar novas e inovadoras aplicações. Na ocasião, ele mencionou algo que por mais simples que pareça, é a mais pura verdade. Ele me disse:

Evilázaro, existem muitos problemas que ainda não foram resolvidos.

Confesso que, fiquei bastante pensativo em relação a isto. Onde estao estes problemas? Como identifica – los? Como enxergar estas oportunidades de inovação em um cenário muito mais favorável hoje em dia? Afinal, temos todas ou quase todas informações que precisamos na ponta dos dedos, literalmente.

Será que não estamos nos acostumando apenas a resolver problemas que nossos “clientes” nos trazem? Pensem comigo: A maioria de profissionais da computação (programadores) hoje, trabalha com a construção de aplicações LOB– Line Of Business ou seja, esperamos que, nossos clientes nos procurarem para que desenvolvamos software de acordo com suas necessidades. O que tem de errado nisto? Absolutamente nada, mas não está faltando um pouco de “desbravamento” de nossa parte em nos anteciparmos em relação a certas tendências? Por que não criar estas tendências como fizeram Bill Gates e Paul Allen em 1975? Criar novos mercados.

Desde que comecei minha carreia na área da computação em 1997, uma coisa me que causa pavor é quando alguém me diz: Não vamos fazer por que nosso cliente nunca vai usar. É um fato que, muitas vezes, nossos clientes não estão com a maturidade necessária para “absorver” determinada tecnologia e também existem fatores como: budjet, priorização de projetos ou mesmo infra – estrutura necessária para a utilização de inovações tecnológicas. A questão que quero levantar é que, como profissionais ou empresas de computação, temos que abstrair estas dificuldades e trazer para nosso DNA a inovação, estar a frente de todos.  O fato de o seu cliente não utilizar certa tecnologia é motivo para não inovar mais? ou pelo menos não tentar inovar?

Quantas vezes não ouvimos falar de uma tecnologia ou conceito tecnológico e 3, 4 anos depois vemos as empresas correndo para implantar? Assim foi com SOA, Cloud Computing , a Internet e outras que virão com certeza.

Eu penso que devemos sim, reviver o passado da computação para nos projetarmos melhor para o futuro. É claro que não vamos redesenvolver tudo o que já foi feito mas, não seria interessante nos colocarmos em posições que fogem de nossa zona de conforto e até mesmo, nossos conhecimentos atuais?

Bom pessoal, quero lançar um desafio pra vocês? Que tal executarmos o exercício de tentarmos “viver” em 1975 para que possamos identificar as necessidades de pessoas e empresas da época e tentar imaginar como resolveriamos estes problemas? Alegre Sim, pode parecer uma viagem bem maluca eu confesso, mas por que não tentar? Espero comentários bem criativos aqui neste post.

É isto aí pessoal, apenas um insight insignificante.

Um forte abraço a todos.

Evilázaro Alves
Microsoft MVP – Connected System Developer

Um comentário em “História da Microsoft–1975 e um insight sobre inovação

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